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Competências para a gestão

Tema: gestão empresarial – autor: Djalma Barbosa


 

ü       Uma empresa ou organização está inserida em um contexto, o seu ambiente competitivo, que está, normalmente, em constante transformação e evolução. Neste ambiente estão os stakeholders, com os quais a empresa tem que manter diversos tipos de relações – acionistas, dirigentes, empregados, e até mesmo os concorrentes;

 

ü       Uma empresa ou organização tem ou deve ter uma visão de futuro, um sonho a realizar em uma dimensão de tempo geralmente muito além dos prazos normais utilizados nos planejamentos. A visão representa o desenho da melhor hipótese de futuro e só faz sentido na medida em que é compartilhada;

 

ü       Uma empresa ou organização tem uma missão, que significa o meio de transporte escolhido para que ela atinja sua visão. É como se fosse uma “locomotiva” que pode conduzir a empresa ao seu destino. A missão é a carteira de identidade, deve definir a empresa e distinguí-la das demais;

 

ü       Uma empresa ou organização tem seus valores, ou princípios, que servem de guia e dos quais não pode se desviar. Os valores são como os trilhos pelos quais a locomotiva deve seguir, com o risco de, caso se desvie, tenha graves conseqüências. Missão e valores são quase que permanentes, não mudam de um ano para outro e é por eles que as pessoas se identificam, ou não, com as organizações;

 

ü       Uma empresa ou organização tem ou deve ter uma estratégia, que representa a escolha do caminho a seguir. Escolha significa abrir mão de outros caminhos. As estratégias não são permanentes, ajustam-se para, conforme as transformações do ambiente competitivo, viabilizar a busca da visão;

 

ü       Uma empresa ou organização tem objetivos e metas, ou, em outras palavras, as estações a cumprir durante a viagem. Os objetivos, juntamente com a estratégia, auxiliam no alinhamento da organização, de forma que todos trilhem o mesmo caminho e na mesma velocidade;

 

ü       Uma empresa ou organização tem projetos e ações que representam os desafios a serem vencidos durante a viagem e através dos quais os objetivos e metas são materializados; e finalmente,

 

ü       Uma empresa ou organização tem suas operações.

 

Quando não se é possível estabelecer uma conexão clara entre as operações, projetos e ações com os objetivos, estratégia, missão e visão, e quando tudo isso não está coerente com os valores, então a organização está à deriva e qualquer resultado pode ser considerado satisfatório, ou não.

 

Falamos, desta forma, de uma gestão com um razoável grau de complexidade, e para viabilizá-la as organizações precisam e são reconhecidas pelo conjunto de competências que possuem ou desenvolvem e sem as quais terão dificuldade de se manter num ambiente competitivo e cumprir sua missão.

 

Competências são conhecimentos, habilidades e atitudes que só fazem sentido quando se transformam em realizações e contribuem, no caso das organizações, pra conduzi-las em direção a seus objetivos. Como se fossem os diversos tipos de combustível necessários para movimentar a locomotiva organizacional.

 

Existe um conjunto de competências próprias da empresa, enquanto sistema. São as competências organizacionais, em que a empresa tem que ser boa, para sobreviver, além de outras em que ela tem que se diferenciar, para crescer.

 

Existe um conjunto de competências necessárias para os dirigentes e gestores da empresa. São as competências gerenciais, em que os líderes e gestores têm de ser bons, para sustentar as competências organizacionais.

 

Existe ainda um conjunto de competências técnicas, em que todos têm de ser bons, como condição para a empresa operar com eficiência.

 

Portanto, é inevitável que toda organização tenha um conjunto básico de competências – isto é pré-requisito para sua sobrevivência; e também deva ter uma ou um conjunto de competências que a diferencie das demais e garanta sua competitividade.

 

Competências podem ser desenvolvidas. Porém, há que se tomar um grande cuidado, pois a mudança na exigência dos patamares de competências têm sido, normalmente, mais rápida do que a capacidade de desenvolvê-las.

 

Um ponto fundamental é que, de forma geral, tanto empresas como equipes e pessoas querem deixar a marca de sua competência. E querem ser reconhecidas por isso.

 

Afinal, as organizações, na sua essência, nada mais são do que redes de relacionamento entre pessoas, formadas para que as pessoas se orientem na direção da construção de uma visão compartilhada. É possível, então, se concluir que a capacidade de relacionamento constitui-se em um tipo de competência não relacionada entre as competências anteriormente citadas – organizacionais, gerenciais ou técnicas – mas, na verdade, constitui-se em uma competência essencial para todas as organizações e para todas as pessoas.

 

Muitas coisas têm mudado, aliás, talvez o assunto mais repetido nas organizações seja a necessidade de mudança, e de mudanças rápidas. Porém, uma coisa não tem mudado ao longo do tempo: todos queremos saber, em primeiro lugar, o que é esperado de cada um de nós; depois, como estamos indo e, finalmente, o que cada um de nós pode esperar das organizações.

 

Em outras palavras, o feedback como prática profissional de relacionamento é absolutamente essencial para a saúde das organizações.

 

ü       Feedback como a oportunidade que temos de transmitir nossa percepção a respeito dos outros e de conhecer a sua percepção a nosso respeito, alimentando e fortalecendo a nossa relação, para que ela seja mais satisfatória;

 

ü       Feedback como a troca de informações que estimula o autoconhecimento e o desenvolvimento das demais competências.

 

Relações são encontros e os encontros podem e devem ser prazerosos. Não há por que não ser. Basta quebrar as barreiras a ajustar as distâncias, como os porcos espinhos – o resultado compensa.

 

Este é o convite – melhorar nossa competência de relacionamento pessoal e profissional e alavancar nossa performance como pessoas, como equipe e como organização.

 

 

Autor: Djalma Barbosa

Jul/2005.


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